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"A grande conquista que tive nesses anos todos foi a cultura de respeitar os outros”. Marcio Moraes

 

O apresentador Marcio Moraes tinha apenas 17 anos em 1977 quando perdeu o pai em um acidente de carro. Da noite para o dia, se viu obrigado a trabalhar para ajudar a mãe a sustentar a família.  

Naquele ano também uma grande decepção mudou seu destino. Ele disputava uma vaga de trabalho em uma agência de turismo, mas foi eliminado por não saber falar inglês. A história comoveu um famoso escultor mineiro, que o financiou para ficar seis meses em Fort Lauderdale, na Flórida, acompanhando o filho em um curso.

Ao final dos seis meses, Moraes tomou a "grande decisão" de sua vida. No dia da volta, com a passagem da extinta Varig na mão, decidiu não retornar e trabalhou como ajudante de cozinha e de garçom, clandestinamente, um "bus boy" que recolhia os pratos nas mesas. A experiência, contudo, o levou a um hotel em Monticello, cidadezinha próxima a Nova York, onde conseguiu se legalizar.

Dois anos depois, ele conseguiu uma vaga na American Express. Começou colando adesivos em lojas e restaurantes. Trabalhou duro e estudou marketing na prestigiada Columbia University em Nova York. Saiu da empresa, 11 anos depois e tornou-se o primeiro não-americano a ter a posição de vice-presidente.

Nos anos 1990, voltou para o Brasil e, com a expertise acumulada na American Express, montou um plano de saúde odontológico, a Oral Gold. Quando a empresa atingiu 20 mil clientes, precisou de novos sócios, acabou perdendo espaço na própria empresa e a vendeu. Foi aí que decidiu virar publisher do segmento de turismo, já que gostava tanto de viajar e se considerava um expert no assunto de tanto cometer gafes...

Em 1996 quando já tinha um bom dinheiro e conhecia 49 países decidiu fazer merchandising de um guia de hotéis de golfe no programa de Goulart de Andrade. Ele passou a gravar pílulas de turismo para a atração de Andrade. Na primeira, falou sobre a importância de se etiquetar as malas. Um ano e meio depois, as pílulas davam lugar ao Companhia de Viagem. Vinte e cinco anos depois, já carimbou mais de 20 passaportes, conheceu 156 países e deu cinco voltas ao mundo!

A Adolfo Turrion acredita que a força de vontade, o foco, a disciplina, a dedicação e o respeito ao ser humano produzem resultados extraordinários, como aconteceu com o nosso querido amigo e parceiro Marcio Moraes ao longo de sua vida até aqui.

Para homenageá-lo montamos um Wholecut Madrid Sport em pátina vermelha que transmite a força, a energia, a magia e a exclusividade que esse processo de acabamento permite.

No oriente, que fez parte de inúmeras viagens do Marcio e pelo qual ele se declara um apaixonado, a cor vermelha é relacionada ao fogo e representa a felicidade e a prosperidade. No mesmo oriente a troca de envelopes vermelhos pelas pessoas na virada do ano simboliza a forma de desejar boa sorte, a mesma que desejamos ao presenteá-lo com nosso par de sapatos!